sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Goiabeira
de miúdos frutos
Plena manhã.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Desabrochar 
da amarela flor do Ipê
Nova alvorada

(David Lugli)

domingo, 18 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

BRINCANDO COM POETAS EM POESIA

Eu não tenho mais minhas antigas MORAES
Nem minha poesia agora parece ROSA
Eu não escrevo para dar BANDEIRA
Eu não crio verso copiando de outra PESSOA!

Quando faço um poema sujo
Eu OLAVO de puros sentimentos
Não que eu CASI meus versos
Mas sempre MIRO bem as palavras
ABREU seus pensamentos?

Minha poesia é como um MACHADO
CUNHA toda minha experiência,
Minhas virtudes, erros e memória.
O TOM que tenho agora
É a mistura completa de tudo que leio.

Miro o céu e canto AUGUSTO DOS ANJOS
Procuro algum enigma entre arestas
Entre os MATOS e as florestas.
Recolho alegremente simples RAMOS
CASTRO assim, toda minha escuridão sentimental
Bato em retirada dessa vida cotidiana.

Aqui, nesse outro mundo
Crio novos amigos REIS
Navego entre CAMPOS de imaginação
Brinco com poetas e poesia
Invento versos e faço primazias!

(David Lugli)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

BORBOLETA AZUL

O primeiro bater das asas de uma borboleta azul foi percebido por um monge Zen que meditava na pradaria. Logo após sua costumeira inflexão o monge foi contemplado por um suave minuano - e a borboleta se foi.

(David Lugli) 

ELEGIA A SOCIEDADE MODERNA

De tristeza morreu nossa sociedade
Há tempos acusava o sintoma da vaidade
De amor infinito Deus foi-nos tirando a piedade.

A auréola que nos cercava - enfraqueceu
A espada que deveria ser tirada - permaneceu
O ar alto que nos sobrevoava - desceu
O azul claro que nos encantava - enegreceu.

Na esfera da solidão perdeu-se essa era
Deveras termos nos dado as mãos a quem quisera
Os medos atrás dos arvoredos silenciaram-se em mistério
O não cumprimento de nosso dever fez sucumbir o império
Inutilmente erguido por anos, que em segundos foi-se numa guerra.

O claro dos olhos - envolto a cerração
O cumprimento da lei - agora desorientação
A afirmação da vida - é morte ocorrida
Cercava-te de paixão - presente ilusão
A luz da iluminação - somente confusão
A vida antes vivida - enfim é finda.

(David Lugli)



O FLAUTISTA

Dizem que uma flauta pode ser mágica
Que sua sonoridade pode fazer um ser meditar
Olhar aos céus e compreender Deus
Tocar as chamas sem se machucar...
Sentir os pés nos chãos
E descobrir que se esta flutuando

Suas suaves vibrações
Fazem nos alegrar
Sentir um inalcançável estado de paz
Que jamais se perpetuará em nossos corações
Faz desabrochar as flores
Faz cair o pingo de água no chão
Faz com que a tribo dance
E mostre suas brumas para o mundo
Faz-nos sentirmos irmãos de paz
Em um mundo de inimigos de guerra

Que passe o flautista
Pelos meandros do mundo
Fazendo as folhas ficarem verdes
E os corações vermelhos de amor

Que flutue o flautista
Colocando todas as coisas
Em seu devido lugar
Clamando pelos espíritos
Fazendo reacender a alma
Tirando todo o peso do corpo
Abrindo todas as correntes

Que o flautista simbolize a paz
Que cada um viva o outro
Como o flautista
Vive sua flauta

Vá flautista
Vá...
Não se mostre a essa gente
Mas, que de geração em geração
Passe por nós
E nos faça um segundo de sossego
Avivando e amando
Sua doce e mágica flauta.

(David Lugli)